terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Empresa apresenta voo de 5 minutos sem gravidade por 5.980 euros


Agencia EFE
Paris, 4 dez (EFE).- O Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) e uma empresa privada apresentaram nesta terça-feira uma oferta de voos nos quais, durante cinco minutos se poderá sentir a ausência da gravidade e cujo preço é de 5.980 euro.
'Não se pode dizer que seja barato, mas é o preço que se tem para conseguir realizar um sonho de infância, o de viver a mesma sensação que se tem no espaço', assegurou à Agência Efe o diretor-geral da empresa Avico, Gilles Gompertz, que comercializará os voos.
Os organizadores da experiência asseguram que será a primeira vez na Europa que o público em geral vai compartilhar as experiências dos astronautas.
Gompertz acrescentou que o preço é 'comparativamente muito interessante' se for levado em conta que viver uma experiência espacial não é fácil e que os turistas que viajam para a Estação Espacial Internacional pagam US$ 20 milhões.
'Os voos no Virgin Galactic são espetaculares, porque se sobe até a estratosfera, mas o tempo que se está sem gravidade é também de cinco minutos. E custam US$ 200.000', assegurou.
O diretor-geral da Avico disse que o dinheiro arrecadado servirá para amortizar o investimento no avião, introduzir renovações técnicas no mesmo e financiar a pesquisa.
'Não há nem lucro nem subvenção do Estado', disse Gompertz, assinalando que sua empresa embolsará uma percentagem como comercializadora dos voos.
Para o próximo ano, os organizadores já têm previstos três voos, um número que pretendem ir aumentando a partir de 2014, em função da demanda e das necessidades científicas do avião, que vai continuar tendo como prioridade a pesquisa.
O primeiro voo decolará do aeroporto de Bordeaux, no sudoeste da França, no dia 15 de março próximo, e a Avico já vendeu quase todas as passagens, por isso que já marcaram data para o segundo, 27 de junho, com saída do aeroporto parisiense de Le Bourget.
A experiência será possível graças ao avião A300 ZERO-G que a filial do CNES Novespace tem para fazer experimentos científicos e que pela primeira vez será posto à disposição do público.
Cada voo, que durará em torno das duas horas e meia, poderá fazer 15 parábolas, o que completará um total de 5 minutos acumulados de tempo sem gravidade.
Cada voo contará com a presença do astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Jean-François Clervoy, que além disso é presidente da Novespace.
O A300 ZERO-G levará em cada missão 40 passageiros que serão divididos em três grupos de dez turistas e, o resto, pessoal de segurança e instrutores. EFE

sábado, 24 de novembro de 2012

Gol anuncia fechamento da Webjet e faz 850 demissões

A Gol anunciou ontem o fim da companhia aérea Webjet, adquirida em julho do ano passado, e a demissão de 850 dos 1.500 funcionários da empresa. Os voos da companhia foram interrompidos na noite de quarta e os passageiros serão atendidos pela Gol. "Essa medida está sendo tomada em função da devolução da frota. São aviões inviáveis economicamente nos atuais patamares de custo de combustível e de câmbio", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

A frota da Webjet, formada por 20 aviões Boeing 737-300, já está inoperante e será devolvida às empresas de leasing até o fim do primeiro trimestre de 2013. As aeronaves são mais antigas que as usadas nos voos da Gol e consomem cerca de 30% mais combustível. A Gol continuará a operar todos os destinos atendidos pela Webjet e pretende aproveitar os passageiros da empresa para lotar seus aviões. "Hoje, operamos com um média de 65% a 70% de ocupação nos voos da Gol. Temos espaço para absorver os clientes da Webjet na nossa estrutura", disse Kakinoff.


A decisão de acabar com a Webjet foi anunciada cerca de um mês após a aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até ontem, a Gol fazia mistério sobre o que faria com a marca. Em entrevista ao Estado em janeiro, o fundador da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, disse que a Webjet poderia ser uma linha "ultra low cost".


O fim da empresa irritou o Sindicato Nacional do Aeronautas (SNA), que representa pilotos e comissários, categoria que concentrou 543 dos postos cortados. "Até quarta-feira, o discurso da empresa era de que faria demissões pontuais e só em último caso, como foi feito quando a Gol comprou a Varig", disse o presidente do SNA, Gelson Fochesato. "Esperávamos uma fusão, e não o fim da empresa."


O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) vai investigar o caso. O procurador do Trabalho Carlos Augusto Sampaio Solar afirmou ter encontrado indícios de ilegalidade nas demissões, que ele considera "abruptas". Outros 450 funcionários, principalmente profissionais que trabalham nos aeroportos, foram absorvidos pela Gol. Os demais estão em processo de aposentadoria ou em licença. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Escassez de pilotos ameaça empresas aéreas dos EUA

As companhias aéreas dos Estados Unifdos enfrentam uma falta de pilotos que ameaça ser a mais grave desde os anos 60, agora que novas exigências quanto à experiência de recém-contratados estão prestes a entrar em vigor, justamente quando o setor se prepara para uma onda de aposentadorias.

A partir de meados do ano que vem, só poderão ser contratados pilotos que tenham no mínimo 1.500 horas de voo — ou seja, seis vezes o mínimo atual — elevando os custos e o tempo de treinamento de novos pilotos, em uma época em que cortes salariais e horários mais cansativos já tornaram a profissão menos atraente. Isso vale mesmo para quem vai trabalhar como co-piloto, e não comandante da aeronave.


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Emily Berl para The Wall Street Journal
Novas exigências vão atrasar a carreira de pilotos como John Adkins, que quer trabalhar na aviação comercial









Novas exigências vão atrasar a carreira de pilotos como John Adkins, que quer trabalhar na aviação comercial
Ao mesmo tempo, milhares de pilotos experientes em grandes aéreas em breve chegarão aos 65 anos, idade da aposentadoria obrigatória.
Outra norma americana de segurança, que entrará em vigor no início de 2014, também vai reduzir a oferta de profissionais, ao exigir mais tempo de descanso diário para os pilotos. Essa mudança deve obrigar as companhias aéreas de passageiros a aumentar seu contingente de pilotos em pelo menos 5%.

Para piorar, há uma migração pequena, porém constante, de pilotos americanos para outros países em que também faltam pilotos e onde as empresas pagam excelentes salários para conseguir pilotos americanos bem treinados.
"Isso vai acabar gerando uma crise", disse Bob Reding, que até recentemente era vice-presidente executivo de operações da American Airlines, empresa da AMR Corp., e agora é consultor da FlightSafety International Inc., firma de treinamento de aviação.

Acrescentou Kit Darby, consultor em tendências de contratação de pilotos: "Estamos a uns quatro anos da solução, mas a apenas uns seis meses do problema".
As estimativas diferem quanto à magnitude da crise. A Airlines for America, grupo setorial das maiores aéreas, que no momento empregam, em conjunto, 50.800 pilotos, cita um estudo feito pelo departamento de aviação da Universidade de Dakota do Norte indicando que as principais aéreas precisarão contratar 60.000 pilotos até 2025 para substituir os aposentados e cobrir sua expansão.

A firma de Darby calcula que todas as companhias aéreas americanas, incluindo as transportadoras de carga, as de voo fretado e as regionais, empregam um total em torno de 96.000 pilotos e terão que encontrar mais que 65.000 nos próximos oito anos.
Nos últimos oito anos, pouco menos de 36.000 pilotos passaram pelo teste mais alto da Administração Federal de Aviação dos EUA, a FAA. O exame agora será obrigatório para todos os pilotos, conforme as regras impostas pelo Congresso americano.

Para os passageiros, o maior impacto deve ocorrer nas operadoras menores, regionais. Tradicionalmente, elas são um campo de treinamento de pilotos que vão alimentar as aéreas maiores.
"Se não houver alguma mudança radical na oferta" de pilotos, as comunidades pequenas e médias "correm o risco de perder alguns, se não todos, os seus voos regulares", disse Roger Cohen, presidente da Associação Regional das Companhias Aéreas, em um discurso em julho.
As novas regras são um atraso para a carreira de muitos americanos. "Vou ter de ser instrutor de voo por mais um ano", disse John Adkins, um piloto de 27 anos na Academia de Voo da Califórnia. Ele já obteve o atual mínimo para ser um co-piloto, mas agora vai ter de esperar mais para trabalhar numa companhia aérea. "Não se ganha muito sendo instrutor", disse ele.

Fenômeno semelhante ocorreu no Brasil, segundo Daniel Ribas, diretor de comunicações da Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil. Segundo ele, o recente enfraquecimento da economia reduziu a necessidade de pilotos, mas ele acha que falta treinamento adequado no país, o que poderia levar à escassez de pilotos no futuro. "O nosso problema não é a falta de pilotos brasileiros, mas a falta de pilotos qualificados," disse Ribas.
No Brasil é comum exigir 1.500 horas de voo, mas só para comandar o avião. Essas horas podem ser acumuladas trabalhando-se como co-piloto, já que este também pode pilotar o avião.
Já nos EUA, o problema é agravado pela idade dos pilotos.

Mais da metade dos pilotos americanos tem mais de 50 anos, disse o consultor Darby, reflexo de uma alta nas contratações nos anos 80 e uma baixa nos últimos dez anos.
Em 2007, para colocar os EUA em linha com alguns outros países, os reguladores retardaram a idade de aposentadoria compulsória de 60 para 65 anos. Segundo algumas estimativas, 80% dos pilotos de 60 anos nos EUA estão permanecendo mais tempo na ativa. Mas, em dezembro, os primeiros que prolongaram suas carreiras começarão a fazer 65.

No Brasil, a obrigatoriedade de aposentadoria aos 65 anos só se aplica aos voos internacionais. É comum pilotos que ultrapassam esse limite serem transferidos para as rotas domésticas e continuarem voando, disse Ribas, da Abrapac.
Depois de uma década de consolidação e reestruturação, algumas grandes aéreas americanas planejam recomeçar a contratar. A Delta Air Lines Inc. estima que precisará de 3.500 novos pilotos nos próximos 10 anos só para manter suas fileiras em 12.000, sem incluir qualquer crescimento. A American Airlines informou recentemente que pretende acrescentar 2.500 pilotos nos próximos 5 anos. A United Continental Holdings Inc. começou a receber currículos para algumas vagas na sua subsidiária Continental.

Dave Barger, diretor-presidente da JetBlue Airways Corp., disse em um discurso em outubro que o setor está "diante de um êxodo de talentos nos próximos anos" e que pode "acordar um dia e descobrir que não temos ninguém para operar e manter os aviões".
Há limites na capacidade das aéreas americanas, especialmente as regionais, de atrair mais pilotos mediante maiores salários. Embora a solidez do setor tenha melhorado nos últimos anos, muitas companhias ainda operam com margens de lucro mínimas, imprensadas entre o aumento do custo dos combustíveis e a demanda instável por parte de clientes sensíveis aos preços.

Dan Garton, diretor-presidente da American Eagle, divisão regional da AMR, disse que a questão "vai ficar muito mais visível quando as aéreas regionais tiverem que diminuir seus voos" por falta de pilotos, e algumas cidades menores perderem seu serviço aéreo.
Embora nenhuma entidade registre a quantidade total de alunos nas 3.400 escolas de voo do país, os dados da FAA mostram que os números de certificados anuais de piloto privado e comercial — ambos necessários para ser piloto de companhia aérea — caíram 41% e 30%, respectivamente, nos últimos dez anos. A Associação Nacional dos Instrutores de Voo afirmou, em uma pesquisa publicada este ano, que "não há nenhuma maneira viável [...] de suprir continuamente a demanda das companhias aéreas por pilotos qualificados".

A lei aprovada no Congresso em 2010 que exige 1.500 horas de experiência a partir de agosto de 2013 veio na esteira de vários acidentes com aéreas regionais, apesar de que nenhum foi devido ao fato de que o piloto tinha menos de 1.500 horas de voo.

(Luis Garcia, SUSAN CAREY, JACK NICAS e ANDY PASZTOR)

Em Portugal: Pilotos treinam profissionais de saúde para tornar cirurgias tão seguras como andar de avião

Comandantes da TAP vão treinar, no dia 21/11, profissionais de saúde do Hospital CUF Porto, transformando um bloco operatório num cockpit e onde será dado um alerta de como é possível tornar uma cirurgia tão segura como andar de avião. 

"Tanto cirurgiões como pilotos são profissionais altamente qualificados, trabalham em ambientes tecnológicos e o seu negócio é lidar com a vida as pessoas, no sentido de as proteger, mas a cultura do erro é muito diferente nestas duas profissões", considerou, em declarações à Lusa, o médico Costa Maia.
ChecklistSegundo o cirurgião, a ideia é a de que as equipas de profissionais que estão num bloco operatório (médicos, enfermeiros, etc.) aprendam com os pilotos a sua "cultura de segurança".
"Na aeronáutica, usa-se o erro sem culpa, reporta-se o erro no sentido de o evitar. Na medicina, esconde-se o erro e tenta-se arranjar desculpas para não o relatar", admitiu o cirurgião.
Reduzir complicações e mortes, tendo por base procedimentos de segurança seguidos na aviação, como listas de verificação (checklist), por exemplo, é o grande objetivo desta troca de experiências entre pilotos e profissionais de saúde.
"É uma maneira lúdica de fazer um paralelismo entre a cultura de segurança estabelecida na aeronáutica e o nosso modelo de trabalho", sustentou o médico, que deseja que os profissionais de saúde percebam o quanto é importante "a comunicação, o diálogo e a cultura do erro, para o evitar e não culpabilizar pessoas".
Num cockpit de um avião, comandante e copiloto trabalham em equipa, "com rigor e disciplina" e quando um erro é cometido "é obrigação reportá-lo", disse à Lusa o comandante Armindo Martins.
"Se não reportar o erro o parceiro do lado irá fazê-lo e esta envolvência é, para nós, natural. Assim se evita que o erro se repita. A realidade dos médicos é diferente, porque não têm cultura de reporte", disse.
 Para o médico, "é preciso promover a comunicação entre todos num bloco operatório, dando uma uniformidade de linguagem aos elementos da equipa", à semelhança do que também acontece na aviação.
Em 2010, com base em documentação da Organização Mundial de saúde (OMS), a Direção-Geral de Saúde emitiu uma circular normativa referente à implementação em todos os blocos operatórios do programa "Cirurgia Segura Salva Vidas", com a aplicação de uma lista de verificação de segurança cirúrgica.
Estas listas de verificação "não são protocolos de atuação, são oportunidades de verificar que os protocolos foram cumpridos", disse o médico, salientando, contudo, que seguir o rol de procedimentos "ainda aparece como uma coisa a mais" para muitos profissionais.
O cirurgião lembrou ainda que os pilotos são avaliados anualmente, bem como necessitam de uma determinada qualificação para voar um avião específico.
"Nós também devíamos ser avaliados, porque seria importante provar que se tem condições para ser cirurgião. Ter certificação específica para cada área era também importante", defendeu.
Para este encontro, que reunirá cerca de uma centena de profissionais de saúde daquela unidade hospitalar, Armindo Martins abordará temas como cultura de segurança, comunicação, gestão de conflitos, carga de trabalho, liderança e espírito de equipa.
De acordo com estatísticas internacionais, a probabilidade de morte devido a um evento adverso durante um ato cirúrgico é de um para 100, enquanto a probabilidade de morte num acidente de aviação é de um para 10 milhões.
Diário Digital/Lusa

Repórter fica nu em avião de Rihanna em meio a protestos contra cantora

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Governo recupera Bandeirante abandonado desde 2009

Pousou às 13h desta quarta-feira, 21, no Aeroporto Internacional de Macapá, o avião Bandeirante que pertence ao Governo do Estado do Amapá (GEA) e que estava abandonado desde 2009, na oficina da Embraer, em São Paulo.

A aeronave foi enviada para manutenção, mas não houve nenhum empenho da gestão anterior para buscar o patrimônio, o que ocorreu somente em 2011, quando o governador Camilo Capiberibe determinou ao chefe de Divisão de Transportes Aéreo da Secretaria de Estado dos Transportes, Victor Jr., que tomasse todas as medidas necessárias para buscar o avião.

"Pagamos uma dívida da aeronave desde 2006 no valor de R$ 809 mil, fizemos uma licitação para executar a manutenção, e agora o avião volta novamente a ficar a disposição do Estado", comentou o diretor Victor Jr.

O chefe de Divisão de Transportes Aéreo disse que na oficina da Embraer um cidadão inglês pediu para entrar na aeronave e ficou maravilhado pelas condições do avião. "É o mais conservado do mundo, dito pelo próprio fabricante da aeronave, a Embraer", comentou Victor Jr., explicando que o avião é um modelo Bandeirante versão Executiva, para dois tripulantes e dez passageiros comprado pelo Governo do Amapá em 1989.

Mais do que devolver o patrimônio ao Estado, o retorno da aeronave significa também economia para os cofres públicos. Ano passado, só transportando doentes do interior para a capital, o governo pagou mais de R$ 1 milhão.
 
derocha

Este acidente foi o de quarta-feira, nesta quinta outro helicóptero caiu

Piloto Sylvestre Neto, 34 anos, e aluno Felipe Berredo, 18, morreram.
Aeronáutica levou o painel de controle de aeronave para investigar causas.


O helicóptero modelo Robson 22 ficou irreconhecível após o impacto na copa de uma árvore, na manhã desta quarta-feira (21), na serra da Grota Funda, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio. A batida foi tão forte que destruiu a cabine e matou o piloto Sylvestre Travassos Neto, de 34 anos, e o aluno Felipe Berredo, que completaria 19 na próxima segunda-feira (26). O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) esteve no local para iniciar a apuração das causas do acidente e, como não há caixa preta, comum neste tipo de aeronave, o painel de controle foi retirado. Ainda não há, no entanto, prazo para o fim da investigação, como mostrou o RJTV.

"O tempo exato de quando vai concluir investigação vai depender da complexidade", explicou o major Silvestre Luiz Ameida Cerqueira, do Cenipa, que também vai analisar as condições meteorologicas no momento do acidente. O tempo mínimo para a conclusão da investigação é de 30 dias.

Os corpos de Sylvestre Travassos Neto, de 34 anos, e Felipe Berredo, de 18, foram retirados da mata na tarde desta quarta-feira (21) e reconhecidos por parentes, muito abalados, no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio.

Amigos de profissão do piloto Sylvestre Travassos Neto afirmaram que ele era experiente e tinha mais de mil horas de voo. Segundo o policial da Coordenadoria de Recursos Especiai (Core) e instrutor de voo Leonardo Aranha, o professor Silvestre jamais colocaria a vida dele e de um aluno em risco. Ele dava aulas na Escola de Pilotagem Rio 22. "Ele firmava com o aluno a respeito das condições meteorológicas e da segurança de voo, o prevoo dele durava mais de 30 minutos, então eu tenho certeza que ele não colocou o aluno por dentro da nuvem, sabendo que ele voava por regras de voo visual", afirmou Aranha.

O aluno Felipe Berredo tinha 18 anos e morreu na queda do helicóptero (Foto: Reprodução / Facebook) 
O aluno Felipe Berredo tinha 18 anos (Foto:
Reprodução / Facebook)

Felipe Berredo, natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, era considerado um jovem estudioso. De acordo com o instrutor de voo Bruno Dinelli, que deu as aulas teóricas para Felipe, o jovem era muito dedicado e estava terminando o curso para piloto.

"Ele era um garoto super dedicado, que estava sempre interessado nas aulas, nunca faltava e só queria concluir o seu curso para poder exercer a atividade remunerada", declarou Dinelli.
O heliocóptero saiu do aeroporto de Jacarepaguá e seguia em direção a Angra dos Reis, antes da colisão em Guaratiba. A área onde aconteceu o acidente costuma ser usada para voos de instrução, pois tem número menor de aeronaves. O tempo, no entanto, estava bastante nublado e, portanto, com baixa visibilidade.

Além de piloto de helicóptero, Sylvestre era professor de jiu-jitsu (Foto: Reprodução / Facebook) 
Além de piloto, Sylvestre era professor de jiu-jitsu
(Foto: Reprodução / Facebook)
Além de instrutor de voo, Sylvestre Neto também era mestre de jiu-jitsu em uma academia em Jacarepaguá, Zona Oeste. Ele fazia parte de projeto do Instituto Reação, do judoca Flavio Canto, que oferecia bolsas para alunos da Cidade de Deus, também na Zona Oeste.
“Vamos reunir todo mundo para saber o que vamos fazer, para saber até mesmo se o jiu-jitsu vai continuar na academia. Ele era um cara excepcional, recebia todo mundo sorrindo, uma pessoa super do bem. Ele dava bolsa para quem não podia pagar. Tirava do próprio bolso para ajudar as pessoas”, declarou Abreu, que contou ainda que o Silvestre pretendia se casar em junho do ano que vem.

Helicóptero ficou totalmente destruído e e com pedações presos nas árvores (Foto: Janaína Carvalho/G1)
Helicóptero ficou totalmente destruído e e com pedações
presos nas árvores (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Muita neblina

O caseiro Júlio César Jesus Pinto, de 40 anos, que viu o acidente, contou que tudo aconteceu muito rápido. "Ele veio da Barra no sentido Santa Cruz e só ouvi o estrondo. Cheguei lá e estava tudo destruído. Um corpo estava pendurado na árvore e outro caído no chão do lado de fora do helicóptero. Na hora do acidente tinha muita neblina, não dava para ver nada. Até carro tinha que ter cuidado para passar aqui na estrada. A visibilidade era péssima", disse Júlio, que trabalha em um sítio próximo ao local do acidente.
O caminhoneiro Marcelo da Silva Gama, 37 anos, viu o momento em que a aeronave estava sem controle. "Ele vinha embicado para baixo e cheguei a comentar com o meu colega que aquele helicoptero estava caindo. Ele bateu numa jaqueira e caiu de vez. Acho que se não tivesse batido nessa árvore, eles teriam sobrevivido. Aqui, quando tem neblina, nao dá para ver nada. Sempre tem acidente de carros e caminhões nessa região", contou.

Corpos das vítimas do acidente de helicóptero são retirados da mata (Foto: Janaína Carvalho/G1)
Corpos das vítimas do acidente de helicóptero são retirados da mata
(Foto: Janaína Carvalho/G1)