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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Em Portugal: Pilotos treinam profissionais de saúde para tornar cirurgias tão seguras como andar de avião

Comandantes da TAP vão treinar, no dia 21/11, profissionais de saúde do Hospital CUF Porto, transformando um bloco operatório num cockpit e onde será dado um alerta de como é possível tornar uma cirurgia tão segura como andar de avião. 

"Tanto cirurgiões como pilotos são profissionais altamente qualificados, trabalham em ambientes tecnológicos e o seu negócio é lidar com a vida as pessoas, no sentido de as proteger, mas a cultura do erro é muito diferente nestas duas profissões", considerou, em declarações à Lusa, o médico Costa Maia.
ChecklistSegundo o cirurgião, a ideia é a de que as equipas de profissionais que estão num bloco operatório (médicos, enfermeiros, etc.) aprendam com os pilotos a sua "cultura de segurança".
"Na aeronáutica, usa-se o erro sem culpa, reporta-se o erro no sentido de o evitar. Na medicina, esconde-se o erro e tenta-se arranjar desculpas para não o relatar", admitiu o cirurgião.
Reduzir complicações e mortes, tendo por base procedimentos de segurança seguidos na aviação, como listas de verificação (checklist), por exemplo, é o grande objetivo desta troca de experiências entre pilotos e profissionais de saúde.
"É uma maneira lúdica de fazer um paralelismo entre a cultura de segurança estabelecida na aeronáutica e o nosso modelo de trabalho", sustentou o médico, que deseja que os profissionais de saúde percebam o quanto é importante "a comunicação, o diálogo e a cultura do erro, para o evitar e não culpabilizar pessoas".
Num cockpit de um avião, comandante e copiloto trabalham em equipa, "com rigor e disciplina" e quando um erro é cometido "é obrigação reportá-lo", disse à Lusa o comandante Armindo Martins.
"Se não reportar o erro o parceiro do lado irá fazê-lo e esta envolvência é, para nós, natural. Assim se evita que o erro se repita. A realidade dos médicos é diferente, porque não têm cultura de reporte", disse.
 Para o médico, "é preciso promover a comunicação entre todos num bloco operatório, dando uma uniformidade de linguagem aos elementos da equipa", à semelhança do que também acontece na aviação.
Em 2010, com base em documentação da Organização Mundial de saúde (OMS), a Direção-Geral de Saúde emitiu uma circular normativa referente à implementação em todos os blocos operatórios do programa "Cirurgia Segura Salva Vidas", com a aplicação de uma lista de verificação de segurança cirúrgica.
Estas listas de verificação "não são protocolos de atuação, são oportunidades de verificar que os protocolos foram cumpridos", disse o médico, salientando, contudo, que seguir o rol de procedimentos "ainda aparece como uma coisa a mais" para muitos profissionais.
O cirurgião lembrou ainda que os pilotos são avaliados anualmente, bem como necessitam de uma determinada qualificação para voar um avião específico.
"Nós também devíamos ser avaliados, porque seria importante provar que se tem condições para ser cirurgião. Ter certificação específica para cada área era também importante", defendeu.
Para este encontro, que reunirá cerca de uma centena de profissionais de saúde daquela unidade hospitalar, Armindo Martins abordará temas como cultura de segurança, comunicação, gestão de conflitos, carga de trabalho, liderança e espírito de equipa.
De acordo com estatísticas internacionais, a probabilidade de morte devido a um evento adverso durante um ato cirúrgico é de um para 100, enquanto a probabilidade de morte num acidente de aviação é de um para 10 milhões.
Diário Digital/Lusa

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Piloto de avião que derrapou em Congonhas recebe alta da UTI

Técnicos faziam vistoria para avaliar retirada

O empresário Michael Rumpf Gaail, de 66 anos, que pilotava o avião que se acidentou no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, recebeu alta da UTI do Hospital Santa Paula na manhã desta terça-feira (13).
De acordo com o hospital, ele teve traumatismo craniano. Segundo a assessoria de imprensa da unidade de saúde, o paciente permanecerá internado em observação por mais 24 horas e apresenta boa evolução clínica.


O co-piloto da aeronave Rafael Ferreira, de 21 anos, continua internado no Hospital Albert Einstein. De acordo com Marcos Antônio, diretor da empresa de táxi aéreo Tropic Air, ele sofreu apenas ferimentos leves e está bem de saúde. Não há previsão de alta.

Acidente
O avião derrapou nesse domingo (11) na pista do aeroporto de Congonhas. Segundo a previsão da empresa de táxi aéreo Tropic Air, o jatinho deve ser retirado nesta terça-feira (13) do local. Por volta das 13h, técnicos faziam a vistoria na aeronave para avaliar a melhor forma de fazer a remoção.
De acordo com relatos dos pilotos, o acidente pode ter sido causado pelo sistema de freios da aeronave.
O jato, um Cessna Citation CJ3 de prefixo PR-MRG, estava regular, assim como as licenças dos pilotos. Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), não houve prejuízo às operações do aeroporto, pois o jato ficou em um local afastado da pista.

r7.com.br

Cid Gomes desembarca na pista de aeroporto na BA; Anac apura procedimento

Cid desembarcou na pista do aeroporto da Bahia e atrapalhou voos.
Segundo Anac, empresa e comandante do voo podem ter punições.

A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) investiga o desembarque de passageiros e a manobra de um avião fretado pelo governador do Ceará, Cid Gomes, na pista do aeroporto de Salvador na sexta-feira (9), que resultou na suspensão de pousos e decolagens por cinco minutos.

De acordo com a Anac, uma aeronave Cessna Citation operada pela empresa Táxi Aéreo Fortaleza (TAF), procedente de Fortaleza (CE) e fretada pelo governo do Ceará pousou no aeroporto às 13h17, e após taxiar, dois passageiros, entre eles Cid Gomes, desembarcaram e seguiram andando pela pista em direção à Base Aérea de Salvador. Com o tráfego dos dois passageiros, uma aeronave da empresa Avianca arremeteu voo e uma outra, da Gol, teve procedimento de voo abortado. saiba mais Cid Gomes pede desculpa por levar sogra em viagem oficial Segundo a Anac, somente após conclusão da apuração do caso, ainda sem data estabelecida, será possível definir a eventual aplicação de penalidades. Ainda de acordo com a agência, a empresa TAF e o comandante da aeronave poderão sofrer punições que variam entre multa, suspensão ou cassação de certificados.

Imagem postada
Aeronave da TAF usada pelo Governo do Ceará (foto: CesarJet)

Procurada pelo G1, a TAF afirmou que ainda não tem uma posição oficial em relação ao caso porque ainda não ouviu depoimento do comandante do voo na ocasião. A TAF diz ainda que o comandante tem autoridade absoluta da aeronave e não deve seguir recomendações de passageiros sobre locais mais adequados para posar o avião.

G1.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Aeroportos do Ceará registraram acidentes com animais em 2012

Somente em Fortaleza foram registrados 31 choques com animais, incluindo cães

Os choques entre aviões e outras animais durante as movimentações de pouso e decolagem é um problema comum nos aeroportos brasileiros. No Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, 31 aeronaves já colidiram, até outubro deste ano, contra animais que estavam na pista ou próximos a ela, segundo os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

No terminal aéreo de Juazeiro do Norte, o número sofre um pequena variação, com 20 registros de colisão, apesar do menor fluxo de aviões que passam pelo aeroporto da Região do Cariri. No Brasil, 1.394 colisões foram registrados neste ano e de acordo com dados de 2011, o motor da aeronave costuma ser a peça mais atingida.

Ações de prevenção no Pinto Martins 
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que o órgão, em parceria com a Universidade de Brasília, faz o estudo da fauna presente no entorno do terminal instalado na capital cearense como forma de prevenir esse tipo de acidente e também ressaltou que alguns cursos são periodicamente realizados para repassar as principais instruções de como o piloto deve proceder em acidentes como esses.

O Cenipa explica que uma das formas de combater o problema é fazer a identificação das espécies-problema, colocando-as numa lista de acordo com seu risco potencial, prosseguindo com a definição de seus hábitos e dos fatores atrativos que as trazem aos setores usados pelas aeronaves.
O órgão lembra que, desde 1995, foram estabelecidas restrições à implantação de atividades que atraíssem aves no entorno dos aeroportos, mas critica a inexistência de definição sobre as obrigações feitas aos órgãos públicos responsáveis pelo uso do solo urbano e pelas sanções aos empreendedores.

Raposas também são atingidas
Apesar das aves serem as mais atingidas, outros animais acabam sendo também vítimas de acidentes registrados  na pista de pouso e decolagem.  Em junho, uma raposa foi morta por uma aeronave ao ser atingida na pista do aeroporto de Fortaleza e outro animal da mesma espécie também  foi atropelado em abril. De acordo documento disponível no site do Cenipa, a maior parte dos aviões envolvidos nesse tipo de colisão é vistoriada antes de um novo voo.

JangadeiroOnline
Alan Barros

domingo, 28 de outubro de 2012

Cuidados com o motor a pistão

A ausência de sensores de temperatura na maioria das aeronaves antigas explica a elevada ocorrência de panes

Por Jorge Filipe Almeida Barros

As estatísticas de acidentes aeronáuticos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) apontaram uma alta incidência de falhas de motores em 2011. Todos eram convencionais e equipavam pequenas aeronaves. A opinião geral entre mecânicos é que motores a pistão emitem sinais de panes que estão por vir. Vibrações excessivas, funcionamento áspero, falhas ocasionais e a cor interna dos escapamentos podem significar sintomas de que algo não anda bem. Isso reforça a ideia de que o operador tem como acompanhar a saúde de um motor: manter-se atento a esses e a outros sinais. Uma maneira simples é abrir e inspecionar o filtro retirado de uma troca de óleo. É fundamental certificar-se de que ele não apresenta limalhas significativas.

 
Motor Lycoming

A origem das limalhas é fácil de entender. Dentro dos motores, as partes mecânicas que se atritam são fabricadas em diversos tipos de metal. Se por algum motivo a fricção entre as partes não for mantida a níveis baixos, os metais começam a se decompor. O tipo de material encontrado no filtro dirá de onde vêm as fagulhas. Isso dará condições para que a oficina eleja qual área do motor será inspecionada meticulosamente. Motor Lycoming Basicamente, são duas as grandes áreas de desgaste. A primeira é o volume interno do bloco. Lá estão o eixo de manivelas e o eixo de comando de válvulas. O eixo de manivelas é girado pelas bielas, que lhe transmitem a força da explosão do combustível, ocorrido nas cabeças dos cilindros.

Esse eixo é grande e bastante resistente, mas está apoiado em partes firmes do bloco por meio de pastilhas arredondadas, chamadas bronzinas. Altos níveis de atrito nesses pontos causam desgastes e folgas que, por sua vez, vão gerar vibrações e podem levar a quebra de componentes internos ou travamento do eixo de manivelas. O mesmo pode acontecer com o eixo de comando de válvulas. Instalado na parte mais alta do motor, é ele que aciona hastes metálicas que vão comandar as válvulas de admissão e escapamento das câmeras de combustão dos cilindros do motor. Na medida em que esse eixo se desgasta, suas dimensões se reduzem e as válvulas deixam de ser abertas na amplitude necessária. Então, o volume de combustível a entrar é reduzido e a mistura já queimada tem dificuldades em sair para o escapamento.

 
Boroscópio

O motor começa a perder força em ambos os casos, e deixa de ter o desempenho que o piloto espera. Esses dois eixos foram dimensionados para resistir a aproximadamente 2.000 horas de operação, período chamado de “tempo entre grandes revisões” ou TBO (Time Between Overhaul). Mas a resistência dos eixos pode diminuir se a operação do avião não acontece como o seu fabricante espera. Boroscópio Já foi comprovado que os resíduos de carbono da combustão interna dos motores aeronáuticos a pistão, combinada com a umidade do ar impregnada no óleo, produzem ácidos. O óleo passa a abrigar, então, ácidos, que passam a corroer as partes internas do motor. Para preveni-los, deve-se manter o óleo livre de umidade. Daí a importância de evitar longos períodos de inatividade. A Lycoming orienta os clientes a voarem pelo menos uma hora por mês e, a Continental, uma hora por semana. Independente do uso da aeronave, o óleo deve ser substituído em, no máximo, quatro meses. É comum que alguns operadores se esqueçam desse período, fazendo a substituição apenas a cada 50 horas. Também são frequentes os casos de aeronaves que por restrições administrativas ou submetidas a grandes serviços de manutenção ficam inativas por longos períodos.

O PRÓPRIO OPERADOR PODE CUMPRIR OS PROCEDIMENTOS, QUE SÃO SIMPLES, COMO CORRIGIR CORRETAMENTE A MISTURA PARA O REGIME DE POTÊNCIA EMPREGADO NA ALTITUDE QUE SE PRETENDA VOAR

O maior desgaste, porém, concentra-se na cabeça dos cilindros. Nessa área, ocorrem as sucessivas explosões que provocam a expansão dos gases e o deslocamento dos pistões. O cilindro de um motor que gira com 2.700 rpm, por exemplo, ao longo de 2.000 horas de operação terá sofrido 162 milhões de explosões internas. Os impactos mecânicos provocam elevado estresse no metal, que se estiver fora da temperatura correta, pode sofrer danos prematuros. É conhecida como CHT (Cilinder Head Temperature) e se refere à temperatura da massa metálica da parte superior do cilindro. Um CHT baixo, ainda que reduza os desgastes, não permite uma grande expansão dos gases e deixa o motor fraco. Por outro lado, a elevada temperatura vai causar danos irreversíveis. A válvula de escape sofre deformação nas superfícies de contato com a sede e perde o assentamento.

 
Cabeça do cilindro fraturada por elevada CHT: note os resíduos de carbono em cor
dourada e o local do termômetro de CHT, ausente na época da falha

Isso a impede de reter a mistura de ar com combustível durante a fase de compressão. O motor deixa os gases escaparem antes de serem queimados e as explosões se enfraquecem. Cabeça do cilindro fraturada por elevada CHT: note os resíduos de carbono em cor dourada e o local do termômetro de CHT, ausente na época da falha Corrosão interna do cilindro causada por longa inatividade Danos também podem ocorrer à haste da válvula. Se fraturada, libera fragmentos que causam impacto direto no pistão. O CHT elevado também danifica anéis de segmento e plugues metálicos e pode deformar as superfícies internas do cilindro.

 
Corrosão interna do cilindro causada por longa inatividade


Tais danos podem ser identificados com um simples exame de boroscópio. O aparelho é composto de uma minúscula câmera de alta definição, instalada na ponta de uma haste flexível e introduzida na cabeça do cilindro pelo orifício de instalação das velas de ignição. As imagens internas são vistas em um monitor ao lado. Esse exame é muito pertinente àqueles que pretendem adquirir uma aeronave usada. Para o operador de qualquer aeronave movida a pistão, é fundamental se assegurar que o piloto saiba e cumpra os procedimentos para evitar o CHT elevado. São procedimentos simples, como corrigir corretamente a mistura para o regime de potência empregado na altitude que se pretenda voar. Os manuais de operação trazem explicações simples de como o fazer. No entanto, em sua maioria estão escritos em inglês e, para algumas aeronaves, os procedimentos corretos fazem elevar a carga de trabalho do piloto. Este, por sua vez, só pode monitorar o CHT se a aeronave possuir sensores de temperatura. Mas a maior parte delas não tem. Isso explica a grande ocorrência de panes em motores de aeronaves antigas. O conhecimento do funcionamento e de técnicas de operação de motores aeronáuticos deve ser do interesse de qualquer pessoa envolvida com a operação aérea. Antes de tudo, é um bom investimento na obtenção de produtividade e segurança.

Aeromagazine

terça-feira, 16 de outubro de 2012

As mudanças na instrução aeronáutica

Novo RBAC 61 exige voos noturnos desde estágios iniciais, procedimentos IFR para pilotos de helicópteros e mais experiência dos instrutores, além de criar a licença de Piloto Tripulação Múltipla

 Baixe o RBAC 61 e confira o que mudou

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Novas regras aumentam segurança da aviação geral

     A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) instaurou audiência pública (Audiência Pública nº. 21) para receber contribuições da sociedade sobre nova Resolução para o Sistema Decolagem Certa (DCERTA), cujo objetivo é aumentar ainda mais o nível de segurança operacional da aviação geral. As contribuições podem ser encaminhadas até 07/09/2012. Mais informações podem ser consultadas aqui.
     
     Pela nova proposta, não serão aceitas Declarações de Regularidade para voos em que os certificados apresentados estejam vencidos há mais de 30 dias. Além disso, a ANAC dará início ao envio de comunicação acerca de cada voo aos proprietários envolvidos na operação das aeronaves, a exemplo do que tem sido feito com os pilotos desde dezembro de 2011 para inibir a utilização de Códigos ANAC por terceiros. Assim, a Agência atuará de forma ainda mais intensa para reduzir voos com irregularidades relacionadas à validade de certificados e habilitações de tripulantes e aeronaves.

      Depois de deliberado pela diretoria da Agência, o novo normativo entrará em vigor 30 dias depois de publicado no Diário Oficial da União, estabelecendo novos procedimentos para o DCERTA. A implantação do DCERTA na totalidade dos aeroportos que contam com Salas de Informações Aeronáuticas (Salas AIS) no Brasil, desde a vigência da Resolução nº. 151/2010, tem permitido a redução de irregularidades relativas à documentação do piloto ou da aeronave, estimulando a regularização de pendências dos tripulantes e operadores e o aumento da confiabilidade na base de dados do Sistema.

      Propõe-se restringir a utilização das Declarações de Regularidade para documentos e certificados que não tiverem seus prazos de validade vencidos há mais de 30 dias para os documentos relativos à tripulação (CCF/CMA, Habilitações e Proficiência Linguística) e para Certificado de Aeronavegabilidade (CA) suspenso ou vencido no máximo até 30 dias a partir da entrega da primeira Declaração de Regularidade na Sala de Informações Aeronáuticas (AIS).

APÓS APROVAÇÃO

      Com a aprovação das mudanças, a ANAC, além informar por e-mail os pilotos sobre os voos realizados com seus códigos e de tornar disponível, no sítio da Agência, o relatório de todos os voos realizados, expandirá essa iniciativa aos operadores de aeronaves sobre o uso das marcas de suas aeronaves nos voos realizados.

      O DCERTA faz do Brasil o único país do mundo a contar com uma ferramenta de segurança operacional de tal porte voltada especificamente para a aviação geral, tendo alcançado um patamar extremamente elevado em termos de vigilância continuada e monitoramento em seus voos.

anac.gov.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

Escola de aviação registra 5 acidentes durante aulas em menos de dois anos

Queda de helicóptero no bairro da Lapa, em São Paulo, foi a primeira com mortes. Falhas nas aeronaves ocorrem desde novembro de 2010, diz a empresa
  
Oslaim Brito/Futura Press
Helicóptero destruído após queda em galpão na Lapa, na zona oeste de São Paulo
A escola de aviação Master, conhecida como Go Air, registrou cinco acidentes durante voos de instrução em menos de dois anos, em São Paulo. A instituição é proprietária do helicóptero que caiu e matou duas pessoas, nesta quarta-feira (11), na zona oeste. Além disso, a mesma aeronave, um Robinson 22 com prefixo PR-HOL, já havia se envolvido em um acidente em 2010.


Segundo a assessoria da Go Air, os cinco acidentes ocorreram a partir de novembro de 2010 e o de ontem foi o primeiro com mortes. A escola afirmou também que os incidentes foram investigados pelos órgãos responsáveis de aviação. Todas as ocorrências envolvem o aeronave do tipo R22, o único modelo utilizado pela empresa para voos de instrução.

Ontem, um helicóptero da escola caiu em um galpão no bairro da Lapa, na zona oeste, deixando os dois ocupantes mortos. De acordo com os bombeiros, a queda da aeronave foi registrada às 10h23, na rua Guaicurus. No galpão de bobinas de metal da empresa Transnovac, havia apenas um motorista no momento do acidente. Ele não se feriu e viu o helicóptero perder altitude.
As duas vítimas - Denis Frank Tomazi, de 32 anos, que pilotava a aeronave, e Mailson Rocha Lopes, de 24 anos - morreram no local com quadro de politraumatismo. Com a queda, um buraco foi aberto no telhado do galpão. A cabine com os pilotos despencou de uma altura de 8 metros e caíu no chão. 


Reprodução/Edno Luan/Futura Press
Mailson Rocha Lopes, de 24 anos, era um dos ocupantes da aeronave que caiu na quarta-feira

Investigações
De acordo com a Infraero, a aeronave decolou às 9h19 do Campo de Marte, em Santana, na zona norte da capital. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. E o caso segue sendo investigado pelo 7º DP, da Lapa, onde os representantes devem ser ouvidos ainda hoje.
O Centro de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recolheu a aeronave para perícia. A previsão é de que o laudo técnico seja concluído em 90 dias.

iG São Paulo

sábado, 16 de junho de 2012

Aeroporto de Palmas-TO registra caso de laser

No mês de fevereiro deste ano, pessoal da Infraero de Palmas registraram 02 ocorrências de lasers na aproximação final da RWY32, estes foram reportados pelo TAM3726 e outro pelo PR-SST (Esquilo da Civil), todos os reportes vindo da direção do Jardim Aureny.


Veja abaixo as ocorrências reportadas ao CENIPA:

PRSST (AS50 - AERONAVE EM MISSÃO POLICIAL) proveniente da região sul (Taquaralto) retornando para SBPJ quando a 2nm na final da RWY32, aos 2151z, reportou raio laser com origem no Jardim Aureny, informou que entrou em contato com as viaturas da Policia Militar e que iria pousar no local para realizar o flagrante. Aos 2229z decolou do local e prosseguiu para SBPJ. Após o pouso o Cmte da acft (Cmte Ferrão) ligou na TWR e passou os dados da ocorrência, informando que se tratava de dois menores e que foi feito um BO de nº2896.

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TAM3726 (PRMHR), QUANDO, APROXIMADAMENTE, A 3NM DA FINAL DA RWY32, REPORTOU RAIO LASER, NA REGIÃO DO JARDIM AURENY, POSIÇÃO 3 HORAS DA SUA AERONAVE.


cenipa.aer.mil.br

domingo, 15 de janeiro de 2012

Aeronáutica implanta laboratório para abrir e ler caixas-pretas no Brasil

G1 conheceu como investigação extrai informações sobre tragédias aéreas.
Número de caixas-pretas lidas saltou de 2, em 2009, para 31, em 2011.



A Aeronáutica implantou no ano passado, em Brasília, um laboratório com capacidade de abrir e analisar dados de caixas-pretas de aviões civis e militares que tenham se envolvido em acidentes no Brasil. O G1 visitou o local para acompanhar o trabalho dos especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Após a instalação do Laboratório de Análise e Leitura de Dados de Gravadores de Voo (Labdata), no ano passado, foram abertas e analisadas no Brasil 31 caixas-pretas de aeronaves ligadas a acidentes. Em 2009, somente dois equipamentos tinham sido lidos após serem enviados para o exterior.
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