Projetado para a Força Aérea norte-americana, o avião destacou-se inicialmente no mercado civil e, somente mais tarde, foi adquirido pela USAF, onde chegou a voar como Air Force One
Por Santiago Oliver
O Lockheed L-1239 JetStar é um jato executivo que foi produzido entre o início dos anos 1960 e o fi nal da década seguinte. Embora o bimotor de quatro lugares Morane-Saulnier MS-760 Paris tenha voado antes, o JetStar foi o primeiro jato especifi camente executivo a entrar em serviço.
O L-1239 foi o maior avião da sua classe durante muitos anos e podia transportar dois tripulantes e até 10 passageiros. Ele se destacava dos outros jatos pequenos pelos quatro motores instalados nas laterais da parte traseira da fuselagem, em uma configuração semelhante à do avião comercial britânico
Vickers VC-10, e pelos aerodinâmicos tanques de combustível instalados nas asas.
A aeronave surgiu como uma iniciativa da Lockheed, que esperava vencer uma concorrência da USAF, que foi mais tarde cancelada devido a cortes orçamentários. O fabricante decidiu continuar com o projeto, destinando-o ao mercado executivo.
Os dois primeiros protótipos, que receberam os prefi xos N329J e N329K, foram equipados com dois motores Bristol-Siddeley Orpheus. O “J” realizou seu voo inaugural em 4 de setembro de 1957 e o“K” recebeu os tanques nas asas que, inicialmente, deveriam ser opcionais.
A Lockheed tentou assinar um contrato para produzir o Orpheus nos Estados Unidos, mas quando as negociações foram interrompidas, o fabricante re-equipou o “K” com quatro Pratt & Whitney JT12. Os motores foram bem-sucedidos e, por isso, selecionados para os aviões de série, o primeiro dos quais voou em meados de 1960.
O primeiro JetStar foi entregue em 1961. A USAF adquiriu 16: cinco C-140A utilizados como plataforma aérea de teste de auxílios à navegação e 11 C-140B, usados para transporte de pessoal. Seis deles operaram em confi guração VIP, sob a designação VC-140B e, ocasionalmente, serviram como Air Force One, durante as décadas de 1970 e 1980.
As regulamentações de ruído nos Estados Unidos e o alto consumo de combustível levaram ao desenvolvimento do 731 JetStar, um programa de modifi cação que instalava novos turbofans Garrett Air Research TFE731 e tanques externos de combustível redesenhados nos JetStar originais.
O programa foi tão bem-sucedido, que a Lockheed produziu 40 aeronaves que saíram da fábrica com as modifi cações como equipamentos de série, conhecidas como JetStar II, entre 1976 e 1979.
Os Lockheed 731 JetStar e JetStar II tinham alcance muito maior, ruído reduzido e melhor desempenho que os jatos originais. A produção dos L-1239 totalizou 204 exemplares, o último sendo entregue em 1979. A maioria dos JetStar originais já foi retirada de serviço, mas muitos 731 JetStar e JetStar II continuam voando. O avião possui o layout típico de um jato executivo.
As asas têm enflechamento de 30º e contam com longos e aerodinâmicos tanques de combustível, na metade da distância entre a raiz e a ponta.
Elas também foram equipadas com slats no bordo de ataque externo e fl aps double-slotted, em toda a extensão do bordo de fuga.
Os estabilizadores horizontais estão instalados a meia altura da deriva, para mantê-los afastados dos jatos dos motores, e um freio aerodinâmico foi colocado sob a fuselagem. Os protótipos tinham trem de pouso triciclo, com uma roda em cada perna, mas após um acidente, em 1982, a perna dianteira foi equipada com duas.
Karina Bernardino
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Certificação americana
Super Tucano é autorizado a voar nos EUA
AEROMAGAZINE da Redação
O Embraer Super Tucano recebe da FAA (agência norte-americana de aviação) certificação de voo nos Estados Unidos. O documento viabilizará uma série de demonstrações da aeronave e criará oportunidades de negócios para a Embraer no maior mercado de defesa do mundo. "O Super Tucano é o avião mais avançado de sua categoria, com experiência comprovada em todos os países onde já opera, e temos visto crescentes demonstrações de interesse das forças armadas", afirma Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança. Em operação há mais de sete anos, mais de 150 Super Tucano são empregados por forças aéreas de cinco nações e, em breve, também voará na Indonésia. São 130 mil horas de voo e 18 mil horas de combate sem nenhuma perda.
AEROMAGAZINE da Redação
O Embraer Super Tucano recebe da FAA (agência norte-americana de aviação) certificação de voo nos Estados Unidos. O documento viabilizará uma série de demonstrações da aeronave e criará oportunidades de negócios para a Embraer no maior mercado de defesa do mundo. "O Super Tucano é o avião mais avançado de sua categoria, com experiência comprovada em todos os países onde já opera, e temos visto crescentes demonstrações de interesse das forças armadas", afirma Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança. Em operação há mais de sete anos, mais de 150 Super Tucano são empregados por forças aéreas de cinco nações e, em breve, também voará na Indonésia. São 130 mil horas de voo e 18 mil horas de combate sem nenhuma perda.
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