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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Quadrijato Executivo

Projetado para a Força Aérea norte-americana, o avião destacou-se inicialmente no mercado civil e, somente mais tarde, foi adquirido pela USAF, onde chegou a voar como Air Force One

Por Santiago Oliver


O Lockheed L-1239 JetStar é um jato executivo que foi produzido entre o início dos anos 1960 e o fi nal da década seguinte. Embora o bimotor de quatro lugares Morane-Saulnier MS-760 Paris tenha voado antes, o JetStar foi o primeiro jato especifi camente executivo a entrar em serviço.

O L-1239 foi o maior avião da sua classe durante muitos anos e podia transportar dois tripulantes e até 10 passageiros. Ele se destacava dos outros jatos pequenos pelos quatro motores instalados nas laterais da parte traseira da fuselagem, em uma configuração semelhante à do avião comercial britânico

Vickers VC-10, e pelos aerodinâmicos tanques de combustível instalados nas asas.
A aeronave surgiu como uma iniciativa da Lockheed, que esperava vencer uma concorrência da USAF, que foi mais tarde cancelada devido a cortes orçamentários. O fabricante decidiu continuar com o projeto, destinando-o ao mercado executivo.

Os dois primeiros protótipos, que receberam os prefi xos N329J e N329K, foram equipados com dois motores Bristol-Siddeley Orpheus. O “J” realizou seu voo inaugural em 4 de setembro de 1957 e o“K” recebeu os tanques nas asas que, inicialmente, deveriam ser opcionais.

A Lockheed tentou assinar um contrato para produzir o Orpheus nos Estados Unidos, mas quando as negociações foram interrompidas, o fabricante re-equipou o “K” com quatro Pratt & Whitney JT12. Os motores foram bem-sucedidos e, por isso, selecionados para os aviões de série, o primeiro dos quais voou em meados de 1960.

O primeiro JetStar foi entregue em 1961. A USAF adquiriu 16: cinco C-140A utilizados como plataforma aérea de teste de auxílios à navegação e 11 C-140B, usados para transporte de pessoal. Seis deles operaram em confi guração VIP, sob a designação VC-140B e, ocasionalmente, serviram como Air Force One, durante as décadas de 1970 e 1980.

As regulamentações de ruído nos Estados Unidos e o alto consumo de combustível levaram ao desenvolvimento do 731 JetStar, um programa de modifi cação que instalava novos turbofans Garrett Air Research TFE731 e tanques externos de combustível redesenhados nos JetStar originais.

O programa foi tão bem-sucedido, que a Lockheed produziu 40 aeronaves que saíram da fábrica com as modifi cações como equipamentos de série, conhecidas como JetStar II, entre 1976 e 1979.

Os Lockheed 731 JetStar e JetStar II tinham alcance muito maior, ruído reduzido e melhor desempenho que os jatos originais. A produção dos L-1239 totalizou 204 exemplares, o último sendo entregue em 1979. A maioria dos JetStar originais já foi retirada de serviço, mas muitos 731 JetStar e JetStar II continuam voando. O avião possui o layout típico de um jato executivo.

As asas têm enflechamento de 30º e contam com longos e aerodinâmicos tanques de combustível, na metade da distância entre a raiz e a ponta.

Elas também foram equipadas com slats no bordo de ataque externo e fl aps double-slotted, em toda a extensão do bordo de fuga.

Os estabilizadores horizontais estão instalados a meia altura da deriva, para mantê-los afastados dos jatos dos motores, e um freio aerodinâmico foi colocado sob a fuselagem. Os protótipos tinham trem de pouso triciclo, com uma roda em cada perna, mas após um acidente, em 1982, a perna dianteira foi equipada com duas.

Karina Bernardino

sábado, 10 de dezembro de 2011

Campo de Marte é um dos principais aeroportos da aviação executiva de São Paulo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Primeiro Phenom 100 feito pela Embraer nos EUA faz voo inaugural

Jato foi produzido para a Executiva AirShare, do estado do Kansas.
Embraer inaugurou centro de atendimento para clientes de jatos executivos.

Do Valor OnLine

A primeira fábrica de montagem final de aeronaves da Embraer nos Estados Unidos concluiu a produção do seu primeiro produto, um jato Phenom 100, que fez nesta quinta-feira (8) seu voo inaugural. A linha de montagem de jatos executivos da Embraer está localizada no Aeroporto Internacional de Melbourne, na Flórida, onde também a empresa inaugurou, no último dia 5, um Centro Global de Atendimento ao cliente para jatos executivos.
O primeiro Phenom 100 montado nos EUA, segundo a Embraer, foi produzido para a Executiva AirShare, empresa de propriedade compartilhada, sediada no estado do Kansas. A AirShare já é operadora de Phenom 100 e também do modelo Phenom 300.
Primeiro Phenom 100 montado nos EUA faz voo inaugural (Foto: Divulgação/Embraer)Primeiro Phenom 100 montado nos EUA faz voo inaugural (Foto: Divulgação/Embraer)
A Embraer investiu US$ 50 milhões na unidade de produção de Melbourne, onde dispõe de uma área construída de 14 mil metros quadrados. A localização da unidade da Embraer nos EUA é estratégica, pois o país é hoje o maior mercado da companhia na área de aviação executiva. No local ,a Embraer conta com modernas instalações de produção e uma cabine de pintura.
No Centro Global de Atendimento ao Ciente para Jatos Executivos, os clientes da empresa podem definir o desenho do interior dos jatos executivos com a utilização de tecnologia 3D de última geração. Existe ainda um showroom com uma grande variedade de materiais de finalização de interiores.
Para viabilizar o empreendimento em Melborne, a Embraer contou com a parceria do Estado da Flórida, da Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Space Coast da Flórida, o Aeroporto Internacional de Melborne, a cidade de Melborne e o BBVA Compass Bank.

domingo, 25 de outubro de 2009

Aviação executiva: fundamental no mundo moderno (2/2)

O setor de aviação executiva é um dos que mais crescem no globo e no meio aeronáutico


É por essas e outras que esse setor está cada vez mais aquecido. Tanto é que, atualmente, os fabricantes estão com os prazos de entrega cada vez mais dilatados, pois são muitos pedidos. Quem quiser comprar um jato, um turboélice ou uma aeronave a pistão pode se preparar, pois a espera é longa. Hoje, aguarda-se até dois anos para receber o produto.

O fato é que esse inconveniente não chega a afugentar os clientes. Eles continuam interessados em ter o seu próprio equipamento. O que acaba ocorrendo é a valorização das aeronaves seminovas.

O Brasil pode aproveitar esse boom global. Com dimensões continentais, a aviação é mais do que essencial para o desenvolvimento do país. De acordo com um levantamento feito pela Abag, dos 5 563 municípios que compõem o país, apenas 140 cidades são atendidas pela aviação comercial regular, ou seja, um pouco mais de 2,5%.

A associação estima que um quarto da frota total de aeronaves da aviação geral – cerca de 2 500 – seja utilizada com finalidade empresarial. Dessas, são 350 jatos executivos, 650 turboélice, 500 helicópteros a turbina e 1 000 monomotores e bimotores convencionais.

Especialistas afirmam que, nos próximos 10 anos, o Brasil representará de 5% a 7% da demanda mundial do setor. Entretanto, o país precisará superar alguns problemas. O grande obstáculo a ser suplantado por aqui está relacionado às restrições de acesso aos aeroportos e ao espaço aéreo que vêm sendo impostas.

Em São Paulo, por exemplo, existem apenas quatro slots no Aeroporto de Congonhas; em Guarulhos, o limite máximo para que os aviões fiquem no solo é de duas horas e, em Jundiaí, a pista é curta. Quem pretender fazer parte desse mundo da aviação executiva possui um leque variado de opções, tanto para os tipos de aeronave como para os modelos de cada fabricante. Antes de comprá-la, é importante saber em quais missões o aparelho será empregado.

A área de jatos, por exemplo, conta com aparelhos como o Citation X, o Challenger 605, o Learjet 60XR, o Falcon 2000 DX, entre outros. Aqueles que pretendem usar o seu produto em pistas não-preparadas podem optar pelos turboélice. O King Air é o mais vendido no mercado brasileiro. Nessa linha, há ainda aeronaves como o Pilatus PC-12, o Socata TBM 850 e o Piper Meridian.

Para quem prefere os monomotores a pistão, não faltam opções. O novo Cessna 400 promete sacudir o mercado. A consagrada linha Cirrus e o famoso Piper PA-34 Seneca também se destacam.
Hoje, vários grupos empresariais oferecem créditos bancários, com diversos tipos de financiamento para a aquisição de aeronaves. É só escolher o seu.

Tiago Dupim